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Carol Prates

Carol Prates

A Brazilian girl living the dream in Australia

Morando na Austrália com Karen

Descubra como é a vida morando na cidade da Austrália mais procurada pelos brasileiros: Gold Coast

1. Qual teu nome e idade?
Karen Pok, 28 anos

2. Em qual país e cidade você mora? 
Gold Coast, Austrália

3. Há quanto tempo você mora fora do Brasil? 
4 anos

4. Qual o seu trabalho atualmente?
criadora de conteúdo

5. Como foi que surgiu a idéia de morar fora? Aonde você estava? Conte um pouco mais sobre o que você fazia e como você foi parar do outro lado do mundo!
Eu e meu marido estávamos frustrados com nossas vidas no Brasil. Ele tinha uma agência de publicidade e eu era designer de interiores, mas esses trabalhos já não estavam mais preenchendo nossos coraçōes. 

Em 2014 nós conhecemos dois colombianos que estavam viajando pela América do Sul de tuctuc com sua cachorra e eles bancavam a viagem vendendo suas fotos e ficavam hospedados nas casas de outras pessoas. Os dois não tinham muito dinheiro e mesmo assim estavam viajando e realizando um sonho!

Os colombianos passaram uma semana na nossa casa e pudemos conhecer melhor a história deles. Acho que foi ali que nasceu a faísca do nosso sonho de dar uma volta ao mundo. Nós começamos a acreditar que se eles conseguiram, nós íamos conseguir também.

A nossa primeira idéia era ir pra Portugal porque eu tenho cidadania, então seria mais fácil começar a viagem por lá… porém pensamos melhor e decidimos ir fazer intercâmbio num país de lingua inglesa para estudar um pouco e melhorar no inglês antes de começar a volta ao mundo.

Poderíamos ter escolhido a Irlanda também, mas queríamos um lugar mais “wild” haha. Nós queríamos na verdade ter ido para a Nova Zelândia, mas na época não tinha a opção de visto de parter lá. Então escolhemos a Austrália. Aqui não foi a nossa primeira opção, mas quando chegamos nos apaixonamos e 4 anos depois, ainda estamos aqui hehe.

6. Qual foi a sua primeira impressão ao chegar no novo país? A cultura é muito diferente do Brasil?
As agências nos falavam que a cultura australiana era bem parecida com a brasileira, mas nós não achamos isso.

Nos primeiros anos nós dividíamos casa com australianos pra realmente fazer uma imersão na cultura e melhorar bem no inglês, então tivemos a oportunidade de ter uma convivência bem próxima com eles.

Nós sentimos que nas pequenas coisas nós somos bem diferentes, principalmente na forma de expressar nossos sentimentos. Eles são bem mais distantes, mais fechados.

Por outro lado, uma coisa que eu gosto aqui é que tudo é muito bem organizado, e as pessoas são super educadas e respeitosas.

7. Conte um pouco sobre a sua experiência na hora de aprender uma nova língua. Como você lidou com isso no começo? Aqui vale contar aquela tua história engraçada ou perrengue que você teve que enfrentar!
Minha avó é professora de inglês no Brasil, então eu sempre tive contato com a língua desde criança. Mas quando cheguei aqui parecia que eu não sabia absolutamente nada!

O sotaque australiano é MUITO diferente do inglês que nós estamos acostumados a aprender no Brasil. Eu lembro que no começo até pedir um sorvete no McDonalds era uma desafio haha mas é uma questão de acostumar o ouvido, depois de um tempo vira normal.

Minha melhor skill sempre foi speaking e a pior o listening, e meu marido é ao contrário, então no começo nós fazíamos um trabalho em conjunto pra se comunicar hahaha quando a gente precisava perguntar alguma coisa pra alguém era eu quem falava, aí ele ouvia e traduzia pra mim e eu respondia.

Pra falar no telefone era pior ainda, precisávamos colocar no viva-voz e os dois fazendo um esforço homérico pra conseguir entender a mensagem haha.

8. Vamos falar de trabalho agora! Você acha difícil conseguir emprego no país que você mora? Como foi que você conseguiu o seu primeiro trabalho?
Nos primeiros meses eu acho que é um pouco difícil pela dificuldade da língua, você ainda se sente bastante inseguro pra se comunicar e isso te trava um pouco. Fora que no começo você ainda não sabe muito bem como as coisas funcionam, onde exatamente ir procurar emprego e como fugir dos trabalhos mais comuns procurados pelos estrangeiros, como restaurantes por exemplo.

Mas depois de um tempo você vê que existe um mar de possibilidades e diferente do que muita gente acredita, é sim totalmente possível você encontrar um trabalho na sua área mesmo com as restrições de horas de trabalho do visto de estudante. Só precisa ter paciência e muita dedicação. É preciso investir muito no inglês e isso leva um tempo, mas vale muito a pena.

Quando eu cheguei na Austrália, na época eu ainda dava aulas de yoga e meu primeiro trabalho foi servir chá em um workshop de yoga. No final do job, a organizadora do evento veio trocar uma ideia comigo e eu falei pra ela que eu tinha muita vontade de dar aula, mas eu me sentia insegura por causa do inglês e vergonha de falar com sotaque brasileiro. Ela me disse uma coisa que eu nunca mais esqueci. Ela disse que o meu sotaque na verdade era meu melhor aliado porque as pessoas iam perceber que eu era de fora e pensar que eu teria algo de diferente das professoras australianas pra ensinar, e que isso era bom. Essa conversa me marcou muito e me incentivou a começar a dar aulas aqui.

No começo eu ainda tinha muita vergonha, mas depois que venci essa fase inicial o yoga me abriu muitas portas na Austrália para dar aulas em universidades e high schools. Hoje eu não estou mais dando aulas porque decidi focar em outras coisas na minha carreira, mas por muitos anos eu consegui me manter só com o yoga e isso só foi possível porque eu venci essa primeira barreira, que é o medo de falar.

9. Muitas pessoas falam que morar fora é atraso de vida. Você concorda? Quais as vantagens de ir viajar e morar fora para você?
Discordo totalmente! Eu acredito que morar fora é o melhor investimento que você pode fazer pra sua vida e pro seu crescimento pessoal. Quando saímos da nossa zona de conforto no Brasil e nos colocamos nessa posição vulnerável de começar tudo de novo em um país desconhecido, nós expandimos a nossa visão de mundo.

Aprender inglês é legal, é super importante, mas eu acredito que morar fora vai muito além disso: é um aprendizado de vida. Nós nos tornamos mais independentes, mais responsáveis, nos abrimos para conhecer novas culturas e experimentar coisas diferentes que nunca seriam possíveis se você continuasse dentro da sua bolha em casa. Nem tudo são flores, tem seus momentos difíceis sim, mas são com esses desafios que a gente cresce, e muito!

10. Existe desvantagem em ir morar fora? Qual é o lado ruim para você?
Sempre que tomamos uma decisão estamos abrindo mão de alguma coisa. Sem dúvida nenhuma, a pior parte de morar fora é estar longe da família e dos amigos. As datas especiais como Natal e aniversários eu acho que são as que mais pesam. Você vê as fotos nas mídias sociais de todo mundo reunido no fim de ano e você não tava presente. Isso dói bastante e por mais que você tenha amigos aqui pra estar junto nesses momentos, eu acho que nunca vai ser a mesma coisa.

Mesmo depois de 4 anos na Austrália, às vezes eu ainda me sinto muito sozinha aqui. Apesar de conhecer bastante gente e fazer novas amizades, eu sinto que aqui é mais difícil criar laços. É muito comum você começar uma amizade com alguém e depois de um tempo essa pessoa volta pro Brasil ou muda de cidade. Nós estamos em contato com despedidas constantemente.

11. Quais são os seus planos hoje – ficar ou voltar?
Eu digo que eu não gosto de fazer muitos planos porque a vida muda o tempo inteiro e eu não gosto de ter uma ideia fixa sobre alguma coisa haha mas os planos a médio/longo prazo é de ficar aqui.

Eu e meu marido acabamos de aplicar o nosso visto e estamos esperando sair a nossa residência. Quando tivermos a residência, a ideia é tirar pelo menos um ano pra finalmente fazer a nossa tão sonhada volta ao mundo. Depois disso, em um mundo ideal, eu tenho um outro sonho que gostaria de tornar realidade: morar na Austrália e no Brasil ao mesmo tempo. Hoje estou investindo na minha carreira nômade digital pra tornar isso possível.

Se um dia eu puder ter uma casa na Austrália e uma no Brasil, eu poderia intercalar uns 3 meses aqui, 3 meses lá e assim ter o melhor dos dois mundos!

12. Muitas pessoas estão lendo a tua história agora e queriam muito estar viajando e morando fora como você. Qual a sua dica para aqueles que querem fazer o mesmo?
Acredite no seu sonho! Não deixe ninguém te dizer que isso é impossível, que é coisa de gente rica, que isso não é pra você. Esse é um sonho muito grande e existem muitas barreiras, muitos medos e muitas incertezas, mas com planejamento e determinação é possível sim! Pode levar 1 ano, 5 anos, 10 anos, mas se você acreditar de verdade, esse sonho vai se tornar realidade pra você também.

Você pode começar hoje mesmo, pegando uma foto do lugar que você deseja ir e colar na parede na frente da sua cama. Olhe para isso todos os dias quando acordar e antes de dormir. Feche seus olhos e imagine que você já esta nesse lugar! Eu também achava que não ia conseguir.

Eu também não tinha dinheiro pra fazer um intercâmbio. Mas quando eu coloquei isso na minha cabeça, eu colei um mapa da Austrália bem grande na minha parede, eu comecei a assistir vídeos de pessoas falando da Austrália, eu comecei a pesquisar tudo sobre a cultura. Mais rápido do que eu esperava, em 6 meses eu tava em um avião vindo pra cá.

Não existe sonho tão grande que não possa ser realizado, acredite em você mesmo, porque eu acredito!

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Oi, tudo bem? Eu sou a Carol! Eu ajudo brasileiros a viajarem mais e realizarem o sonho de morar fora. Sou publicitária, criadora de conteúdo e empreendedora digital. Gaúcha de Porto Alegre morando na Austrália desde 2013.

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